Linha Editorial

Investigar as transformações sociais e a Identidade Cultural dos sujeitos e territórios periféricos - essa é a linha que norteia a cobertura jornalística realizada pelo Desenrola E Não Me Enrola ao longo dos setes anos de sua existência, nos bolsões populacionais das quatro regiões da cidade de São Paulo.

A nossa equipe de jornalistas compreende que neste tempo histórico temos a missão de não só produzir e distribuir informação, mas também de produzir reflexões e conhecimento sobre o fazer jornalístico nas periferias.

Diante disso, analisamos que é impossível reduzir a única palavra o título de uma editoria que aborda o cotidiano das periferias. Os nossos critérios de notícia seguem outros padrões e valores jornalísticos, agregando a noticiabilidade e ao valor da notícia um olhar pra cidade, que parte de ganchos jornalísticos que são elaborados a partir de histórias do cotidiano nos territórios.

A complexidade para interpretar a vida nos territórios periféricos não pode mais ser encarada com tal simplicidade, como já é feito há décadas pela mídia tradicional. Por isso criamos cinco editorias que traduzem o nosso olhar investigativo e editorial, que só empregado pelo Desenrola E Não Me Enrola.


Conheça cada editoria

Contextos Periféricos: faz investigações aprofundadas sobre o status quo de direitos sociais contemporâneos, como emprego e renda, educação, saúde, cultura, entre outros, para criar uma linha cronológica com base em uma olhar histórico sobre o ‘ontem’ e o ‘hoje’, como forma de comparar o que permanece igual, melhor ou pior na saga pelo direito de existir dos moradores das periferias de São Paulo.

Quebrada Tech: além de abordar histórias de projetos inovadores que surgem à base da produção de conhecimento em contextos periféricos, essa editoria busca mostrar como a vida dos moradores das periferias está sendo impactada por esse cenário de transformações sociais, econômicas, culturais e políticas causadas pela Transformação Digital.

Territórios Criativos: abordamos a história de projetos e eventos socioculturais que buscam debater de maneira transversal questões de gênero, raça, classe e território, a partir das lutas por direitos básicos, como saúde, moradia, cultura, educação, geração de renda, trabalho e transporte, motivados por algum formato de transformação nas estruturas da sociedade que visa impactar ou conscientizar os moradores das periferias e favelas de São Paulo.

Panorama: traduza fatos e temas de relevância nacional, trazendo sempre um recorte sobre como esses acontecimentos impactam a vida dos moradores das periferias.

Raízes: através da criação de perfis de moradores, nós retratamos como o repertório de vida de um sujeito periférico influencia o surgimento de ações solidárias e comunitárias baseadas em seu modo de vida, valores e costumes que são colocados a serviço da quebrada para transformar a vida dos vizinhos a sua volta.

 

Objetivos Editoriais

  • Provocar no leitor o interesse em aprofundar a reflexão sobre a identidade cultural dos territórios periféricos.
  • Fomentar discussões sobre o cenário de transformações sociais das periferias de São Paulo
  • Provocar nos moradores a sensação de pertencimento e reconhecimento das potencialidades do seu território
  • Evidenciar a produção de conhecimento dos sujeitos e coletivos que atuam nas bordas da cidade
  • Incentivar o leitor a transitar em diversos territórios para além do seu