Ato na zona norte reúne coletivos para combater postura racista de comerciantes da região

A manifestação visa dar visibilidade para uma série de casos de racismo que vem acontecendo na cidade, entre eles, a história de Dandara Xavier, mulher negra que foi agredida de forma física e verbal por um segurança e funcionários de uma loja de artigos para presentes, localizada na Vila Nova Cachoeirinha, na semana do dia das mães.

Por Ronaldo Matos 24/05/2017 - 13:00 hs

Ato na zona norte reúne coletivos para combater postura racista de comerciantes da região
Foto Divulgação

Articulado por artistas independentes, coletivos e militantes que desenvolvem ações afirmativas junto ao povo preto das periferias de São Paulo, o ato “Por Dandara, por João, por Luana, por Claudia e por todxs nós” terá concentração às 15h, em frente ao Centro Cultural da Juventude, localizado na Vila Nova Cachoeirinha, zona norte da cidade. A manifestação será protagonizada por intervenções artísticas e políticas promovidas pelas coletivas Levante Mulher,
Útero Urber e Fala Guerreira.

Após a concentração dos manifestantes, eles sairão em marcha pelo bairro até chegar ao estabelecimento, onde ocorreu na semana do dias mães uma série de agressões verbais e físicas contra a honra da designer multimídia, Dandara Xavier, mulher negra que estava verificando possíveis presentes para sua mãe, e que durante esse processo, foi abordada de forma agressiva por funcionários e pelo segurança da loja.

Segundo reportagem do portal Alma Preta, funcionários da loja “arremessaram Dandara, para fora do estabelecimento sob ofensas racistas”. Antes de chegar até o local, a vítima estava pedalando por uma avenida do bairro e decidiu parar em frente ao local, para olhar alguns produtos de seu interesse que estavam expostos na vitrine. A partir deste momento se inicia uma série de agressões verbais.

Recentemente, um segurança de uma unidade da rede de restaurantes Habib´s, também localizada na Vila Nova Cachoeirinha, cometeu graves agressões físicas contra o garoto João Vitor, de apenas 13 anos. Devido à violência desnecessária do vigilante, o menino veio a falecer. Após esse caso ganhar repercussão na mídia, diversas entidades de proteção a criança e movimentos sociais da cidade se mobilizaram para discutir a questão. No entanto, até o momento, a polícia civil se encontra fazendo reconstituição dos fatos para apurar o que de fato aconteceu.

Acompanhe abaixe o depoimento de Dandara no Facebook, onde ela narra com detalhes os fatos que descrevem o momento das agressões racistas dentro e fora do interior da loja.